
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Vento forte para água e sabão
As gravações baseadas neste texto aconteceram no Sítio da Trindade, pequeno e precioso pedaço de área verde incrustado num bairro cuja história, beleza e humanidade se desfaz no célere avanço das torres de concreto. Apesar da complexidade das imagens, dos ruídos do ambiente e do sol que brincava de se esconder nas nuvens, conseguimos terminar antes que a luz fosse embora no fim de tarde. Dia bonito, divertido, onde tudo fluiu sem grandes contratempos. Considerei usso um presente de aniversário. (Fotos de Bruno França, Giordano Bruno e Júlia Menescal).



quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Gravando Invisível
As gravações de Invisível foram as primeiras das cinco previstas. Luciana retornou ao papel de Laura, desta vez na companhia de Hilda, que interpreta uma personagem que não existia no texto original. Equipe mínima, porém disposta e pontual. Às sete da matina já estava pronta para sair para a locação, um apartamento na beira-mar de Boa Viagem. Começamos a gravar às 8h30, num total de quase cinquenta planos. Luciana sofreu com uma crise alérgica que a acompanhou até o final das gravações (por volta das 18 horas), mas não perdeu a personagem em nenhum momento. Ao Paulo, dono do apartamento, e a Lela, que nos acompanhou todo o tempo, nossos agradecimentos.
Nas fotos, descubra o pessoal: Luciana (atriz), Osman (áudio e claquete), Fátima (produção e registro de tomadas), Hilda (atriz), Bruno (produção, claquete e registro de tomadas), Júlio (direção de fotografia), Miro (travelling e apoio técnico), Sebastião (apoio técnico), Felipe (roteiro, storyboard e direção) e Júlia (produção, still, catering e registro das tomadas).


Nas fotos, descubra o pessoal: Luciana (atriz), Osman (áudio e claquete), Fátima (produção e registro de tomadas), Hilda (atriz), Bruno (produção, claquete e registro de tomadas), Júlio (direção de fotografia), Miro (travelling e apoio técnico), Sebastião (apoio técnico), Felipe (roteiro, storyboard e direção) e Júlia (produção, still, catering e registro das tomadas).
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Um livro para se amar
Quentinho, saindo da gráfica, está aí o livro que será usado nas gravações do curta baseado na peça Invisível. Laura e Márcio, dois dos autores da peça, foram flagrados na surpresa de se deparar com a versão real de algo que só existia no papel. Na contra-capa do livro, a foto de Biagio, autor de O contador e o diabo, fazendo o papel do autor fictício e suposto plagiador Franco Lamarana. "Por que eu?" perguntou ele. "Porque, das fotos que tínhamos, era a que estava com mais jeitão de autor de um best seller". O nome Franco Lamarana é uma brincadeira com os nomes dos quatro autores de Invisível: Franklin, Laura, Márcio e Christiana.


Mais cinema, agora com televisão
Hoje demos o primeiro passo na abordagem do que distingue e do que une as linguagens do Teatro, Cinema e TV. Com Felipe presente, mas sem voz, Kyara conduziu os trabalhos, que foram de uma tempestade de idéias à um exercício de criação de textos experimentando as possibilidades de cruzamento de linguagens. Nas imagens da TV, a cena do balcão de Romeu e Julieta vista pelos olhos de Gabriel Vilela, Franco Zeffirelli e Baz Luhrmann, mostrando que não há garantias de que o texto escrito será levado à cena exatamente como foi concebido, mas que, quando esse texto tem ao menos força e clareza em seu conteúdo, este dificilmente será distorcido em suas interpretações.



segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Teatro e Cinema
Hoje teve questionário sobre o andamento e evolução dos textos dos participantes. Também hoje aconteceu a "visita" ao universo das origens do cinema e o primeiro contato com a forma do roteiro cinematográfico. Nas imagens de Meliés, Wiene, Griffith, Eisenstein, Chaplin e Pabst, aspectos referenciais de uma linguagem calcada no "olho" da câmera e nas possibilidades de montagem das imagens captadas. Na dramaturgia do roteirista, impressionantes semelhanças com a dramaturgia do palco. O coordenador do curso, gripado, começou a aula afônico e perdeu a voz no finalzinho do tempo.


domingo, 9 de novembro de 2008
Exibição cancelada
A exibição dos vídeos das encenações, prevista para acontecer dia 10/11 (segunda-feira), teve que ser cancelada por problemas técnicos. Ficamos tristes, mas não tivemos outra saída. Esses vídeos, porém, serão apresentados em nova data a ser divulgada em breve. Como aperitivo, fotos das gravações que aconteceram na quarta-feira passada (05/11).

terça-feira, 4 de novembro de 2008
A casa de todos nós
Difícil descrever a imensa quantidade de sensações na noite de apresentação das encenações dos textos dos participantes. As fotos abaixo dão uma pequena idéia de tudo o que representou a experiência. Samuel Santos e seu elenco (Eduardo Japiassu, Hilda Torres, Luciana Pontual e Vavá Schön-Paulino) viraram o estúdio da MMP de pernas para o ar, criando cinco configurações de platéia diferentes, uma para cada esquete. O público participava ativamente dessa permanente reconstrução do espaço cênico, levando as cadeiras desta para aquela posição. Aliás, devido à própria estrutura do estúdio, qualquer idéia de separação entre palco e platéia caiu por terra: espectadores estavam nas vísceras do Teatro, dentro do coração daquelas peças, imersos no sonho dos autores, navegando nas emoções dos atores. Incrível como um espaço de 12 x 6 metros acolheu aquelas 70 pessoas. Acolher é o verbo. Nada ali era claustrofóbico. Tudo era lúdico. Embora confinado, o pequeno espaço virou universo, desabrochou em possibilidades. Tratava-se de uma exibição de "trabalhos em processo". Como uma ultrassonografia de algo que cresce e se fortalece, idéias ainda verdes ali se expunham para mostrar a plena força criativa de cada participante, artista, técnico e público. Os textos transcenderam a si mesmos e puderam se mostrar como pretextos para acessar e celebrar algum vislumbre da essência do Ser. Mas isso tudo parece filosofia, metafísica, intangíveis impressões. De fato, é difícil descrever o que se sente numa dinâmica como a que vimos em 03 de novembro. Só estando lá para saber. Mais teatral do que isso só a vida.


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