quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Bonito: Começo de viagem
Este post é mais um dos registros que estamos fazendo das etapas de realização de uma minissérie para internet, criada pelos participantes dos GEs do TelaTeatro. O tema de hoje são os primeiros momentos desde a saída de Recife às gravações propriamente ditas. O ônibus da FUNDAJ saiu do Derby na quinta (05/11) às 14 horas. Houve algum tumulto para que nada fosse esquecido, mas sem estresses. Felipe fez de tudo para não esquecer nada, mas acabou esquecendo de travar o carro antes de viajar, deixando também o celular dentro do veículo, que ficaria na FUNDAJ até a noite do dia seguinte. Todos foram pontuais, especialmente a equipe técnica da Massangana Multimídia Produções (leia-se o estagiário de produção Bruno França, o diretor de fotografia Júlio Ribeiro e o motorista e apoio técnico Ricardo Pessoa), que desde cedo já havia organizado toda a aparelhagem que daria suporte às cenas noturnas. Edivane Batista, do GED, foi conosco acompanhando as atrizes mirins, sua própria filha Maria Luisa e Anaïs Coelho, filha de Fabiana, também integrante do GED. Amanda Torres também foi, como fotógrafa (secretamente era mais um dos anjos-da-guarda do grupo).






terça-feira, 10 de novembro de 2009
Bonito: Ajustes finais
Seguimos aqui com mais registros de trabalho da minissérie para internet que os GEs estão realizando. Hoje o foco são os ajustes finais com os atores, antes das gravações. Com o cronograma enxuto, o feriado de Finados foi dia normal de atividades no GETA. Foram definidos os figurinos e as caracterizações, bem como foram feitos os ensaios finais das cenas a serem gravadas nas locações. A expectativa era grande e havia muitas dúvidas sobre como as gravações aconteceriam. Muitos estavam inseguros, pois não haviam ficado satisfeitos com os resultados dos vídeos dos improvisos da semana passada (clique no número para acessá-los: 1, 2, 3 e 4). Foi lembrado a todos que, no nosso caso, o improviso não era uma boa referência de avaliação de desempenho, pois foi um exercício de contato com a câmera, proposto de surpresa, sem indicação de marcas e sem pedir texto decorado. Com exceção das atrizes mirins, que ensaiariam no dia 04/11, todos estiveram presentes (veja na primeira foto, da esquerda para a direita): Samanta Queiroz, Ana Carolina Miranda, Thaianne Cavalcanti, Regina Medeiros, Janaína Gomes, Hermínia Mendes e Eduardo Japiassu.







segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Bonito: Pré-produção (locações noturnas)
Continuamos aqui com os registros de trabalho de uma minissérie para internet, desta vez falando da hospedagem e de como dar conta das locações das muitas cenas noturnas. Precisávamos de um hotel para pernoitar com 15 pessoas, que fosse perto do cenário onde gravaríamos as noturnas. Nossa primeira opção, um hotel-fazenda num vale belíssimo, falhou. O custo era alto demais para nossas limitações de recursos e não tínhamos tempo nem pessoal para barganhar barateamento. Mas encontramos um hotel urbano, preço razoável, instalações confortáveis, que tinha uma ampla área verde pronta para ser maquiada, sem grandes dificuldades, capaz de simular uma clareira numa mata à noite. O destaque desta locação certamente foi o belo afloramento de um lajedo, onde já era possível imaginar várias das cenas previstas.





TelaTeatro no Vale Curtas
O curta em vídeo O contador e o diabo, criado no âmbito do curso de dramaturgia Na fronteira das linguagens (Projeto TelaTeatro, 2008), participou da seleção nacional do Festival Vale Curtas, realizado de 30/10 a 07/11 em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). No elenco, Eduardo Japiassu (Contador) e Vavá Paulino (Diabo); roteiro de Biagio Pecorelli, Camila Delgado, Edivane Batista e Telma Ratta; direção e cenografia de Luiz Felipe Botelho; direção de fotografia de Júlio Ribeiro; produção de Fátima Accetti e Nilza Lisboa; estagiários de produção, Bruno França e Júlia Menescal.


domingo, 8 de novembro de 2009
Bonito: Pré-produção (locações diurnas)
Estes são registros de trabalho de uma minissérie para internet. Hoje falamos um pouco sobre a procura de lugares para as cenas diurnas do episódio de abertura. Praticamente todo ele foi gravado ao ar livre, em locais que aparentavam uma natureza ainda preservada. Para escolher esses lugares, o coordenador do projeto viajou para o município de Bonito juntamente com Amanda Torres do GED, Jean Santos (estagiário de produção) e Ricardo Gusmão (motorista). Amanda e Jean se revezaram nas fotos. Enfim definimos que as gravações aconteceriam nas terras de Dona Margarida, que dão acesso às cachoeiras do Véu da Noiva e Barra Azul. Ali poderíamos permanecer o dia inteiro contando com uma estrutura básica de apoio e alimentação fornecida pela proprietária, que costuma receber visitantes nos finais de semana.





Diário de viagem - Bonito
A partir de hoje, diariamente, às 21h, postaremos comentários e fotos sobre as várias etapas da produção e gravação do episódio introdutório da minissérie criada pelos participantes dos Grupos de Estudos do Projeto TelaTeatro.
domingo, 1 de novembro de 2009
Os atores e a câmera
Por mais que já fosse esperado e preparado, o primeiro exercício de improviso com a presença da câmera demonstrou que aquele "incômodo aparelho" é mesmo o primeiro obstáculo a se enfrentar por aqueles intérpretes que pretendem atuar também na TV e/ou no cinema. O lado positivo desse momento foi identificar onde está o desconforto e encará-lo de frente. Cada ator tem um receio específico diante da câmera, bem como uma saída própria para aprender a lidar com ela - ou desistir disso. A seguir, quatro momentos das improvisações, enfocando algumas cenas dos roteiros que estão sendo elaborados como trabalho de conclusão do semestre de atividades. As imagens e o áudio foram captados com uma máquina fotográfica digital amadora Fuji e editados no programa Nero Vision.
Latika e Khassim
Primeiro exercício de improviso diante da câmera. Vindos de uma cidade coberta, Khassim (Eduardo Japiassu) tenta animar Latika (Hermínia Mendes) a desfrutar da paisagem de um mundo exterior. Este e os outros três exercícios seguintes, forneceram subsídios importantes no aprofundamento das características desses personagens, evidenciando qualidades a serem aproveitadas e incoerências a serem ajustadas no seu desenvolvimento.
Céu e Marana
Segundo exercício de improviso diante da câmera. Um papel ao vento chega até Marana (Samanta Queiroz). Céu (Regina Medeiros) vê o que aconteceu e se aproxima, curiosa. Como a poesia original não pôde ser impressa para o exercício, Samanta teve que ler o trecho de um texto que encontramos por acaso no estúdio. Esse texto tinha uma letra pequena e dificultou a fluência da leitura, o que se tornou um desafio a mais no improviso.
Ávana e Céu
Terceiro exercício de improviso diante da câmera. Ávana (Janaína Gomes) encontra Céu (Regina Medeiros) lendo a poesia que o vento trouxe até Marana (Samanta Queiroz). O improviso foi dividido em duas cenas para viabilizar o efeito do papel em chamas.
Minussi e Vida
Quarto exercício de improviso diante da câmera. Confronto entre Minussi (Thaianne Cavalcanti) e Vida (Ana Carolina Miranda). O tom melodramático foi acentuado na edição.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Os observadores
"Antes da abertura oficial das portas de Stufana, um grupo de jovens foi selecionado para retornar secretamente ao mundo exterior".
Este é o mote do próximo trabalho envolvendo o universo desenvolvido para os exercícios deste semestre nos Grupos de Estudos. A criação dos personagens dessa nova etapa do trabalho já começou, numa dinâmica entre atores e dramaturgos, que usou como ponto de partida o conceito de gesto psicológico de Michael Chekhov. Nas imagens a seguir, os atores resumem num único gesto o momento atual de seus personagens, enquanto que, no texto, assumem a voz dessas criaturas e, como se existissem de fato, descrevem um pouco do que vivem no aqui-agora.
Este é o mote do próximo trabalho envolvendo o universo desenvolvido para os exercícios deste semestre nos Grupos de Estudos. A criação dos personagens dessa nova etapa do trabalho já começou, numa dinâmica entre atores e dramaturgos, que usou como ponto de partida o conceito de gesto psicológico de Michael Chekhov. Nas imagens a seguir, os atores resumem num único gesto o momento atual de seus personagens, enquanto que, no texto, assumem a voz dessas criaturas e, como se existissem de fato, descrevem um pouco do que vivem no aqui-agora.
Assim (Eduardo Japiassu)
Ava (Sofia Abreu)
"Fui uma das primeiras a sair de Stufana. Estava ansiosa para ver o mar, que eu só conhecia de fotografias. Pena que eu não suportei passar mais de meia hora longe da cidade onde nasci. Ninguém soube explicar exatamente o que aconteceu comigo. Amo mais os lugares do que as pessoas. Procuro algo que não sei o que é".
Avan (Janaína Gomes)
"Sou uma jovem que não lembra da própria infância. Não sei quem são meus pais. Adoro o mar e os pássaros. Quando posso, fico horas à sombra das árvores. Sou muito desconfiada e, se acontece de eu ficar de mau humor, posso causar transtornos e muitos desentendimentos. É que tenho algumas habilidades paranormais".
Avento (Ana Dulce Pacheco)
Céu (Regina Medeiros)
"Tenho 21 anos. Sou filha única e moro com meus pais. Sou feliz, mas sempre quis sair de Stufana e conhecer outras pessoas e culturas. Estou gostando de estar aqui fora. Adoro o vento, o mar, as borboletas. Raramente perco a paciência. Sou leve, mas sou bem forte. Amo o silêncio e tento ouvir o que ele diz".
Cora Coralina (Samanta Queiroz)
"Rebatizei-me com esse nome ao sair de Stufana e conhecer a obra da poetisa. Meu nome verdadeiro? Não é da sua conta. Odeio meu vizinho. Gosto de trânsito. Cago nas calças e jogo na rua para não sujar o banheiro. Tenho poucos objetos. Gosto de comer o fígado dos gatos e de entupir ratos com baratas mortas".
Latika (Hermínia Mendes)
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