Hoje aconteceu o lançamento do episódio final da minissérie "Stufana" em formato de radionovela. O trabalho foi gravado no estúdio da MMP com praticamente todo o elenco original, contando com a participação de convidados como Arthur Canavarro, Cleyton Cabral, Mauro Monezi e Pascoal Filizola, que substituiu Roberto Brandão. A curiosidade desse lançamento esteve no fato dele acontecer no Cinema da Fundação, precedido por um audiovisual que resumiu os antecedentes da trama da minissérie e descreveu os principais personagens. Em seguida a platéia passou a ouvir a radionovela, enquanto as imagens que estariam na tela iam naturalmente sendo projetadas na mente da cada ouvinte.
Tivemos receio de que o experimento causasse algum desconforto nos presentes, afinal seriam quarenta minutos de "ação auditiva". Até deixamos as pequenas luzes da escada acesas, caso alguém quisesse sair. Mas, ao final da "exibição", não só ninguém saiu como foi interessante ouvir de muitos espectadores que teria sido melhor se a escuridão tivesse sido total.
Seguiu-se um debate onde o foco foi a comparação entre a nossa época, com tantas telas em todos os lugares e um passado, nem tão distante assim, onde era o rádio que reinava pelo mundo afora.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Um DVD para todos provocar
Por se tratar de um projeto que lida com a prática do trabalho criativo, nestes quase quatro anos de existência do TelaTeatro, nem sempre foi fácil dar uma idéia clara das inúmeras possibilidades de desdobramento que ele abre em seu escopo. O volume dois da Coleção Teatro, produzida pela Massangana Multimídia Produções (produtora da Fundação Joaquim Nabuco) tem o objetivo de preencher ao menos parte dessa lacuna. Em dois DVDs ele apresenta um resumo das atividades do Projeto no período de 2008 a 2010 e seus principais produtos: o DVD 1 focaliza o curso "Na fronteira das linguagens" e o DVD 2 trata dos Grupos de Estudos. São documentários, registros, curtas, fotos, além da íntegra da minissérie Stufana. Nos extras, faixas de comentários e legendas em português e inglês. Esse DVD, que será lançado no próximo dia 30, estará a venda a partir de fevereiro nas lojas da Editora Massangana (uma delas fica no edifício da Fundaj do Derby, Rua Henrique Dias 609).
domingo, 15 de janeiro de 2012
Transitando na fronteira
Nos dias 30 e 31 de janeiro, a Fundação Joaquim Nabuco, irá realizar o evento Transição na Fronteira, com o lançamento e a apresentação de realizações do Projeto TelaTeatro no 2º semestre de 2011.
O evento, que marca a conclusão das atividades dos atuais Grupos de Estudos de Dramaturgia (GED) e do Trabalho do Ator (GETA) acontecerá durante dois dias em locais diferentes:
Na segunda, dia 30, o evento acontecerá no Cinema da Fundação, a partir das 19h30min, onde será exibido o capítulo final da minissérie "Stufana" em formato radionovela e o lançamento do DVD Coleção Teatro V.2, abordando as realizações do Projeto TelaTeatro.
Já no dia 31, haverá a apresentação da peça teatral "Os que vivem dentro de nós", realização dos grupos de estudo de Artes Cênicas do Projeto TelaTeatro, no Teatro Marcos Camarotti, localizado no SESC Santo Amaro, às 20:00h.
Veja a seguir as artes da divulgação eletrônica.




O evento, que marca a conclusão das atividades dos atuais Grupos de Estudos de Dramaturgia (GED) e do Trabalho do Ator (GETA) acontecerá durante dois dias em locais diferentes:
Na segunda, dia 30, o evento acontecerá no Cinema da Fundação, a partir das 19h30min, onde será exibido o capítulo final da minissérie "Stufana" em formato radionovela e o lançamento do DVD Coleção Teatro V.2, abordando as realizações do Projeto TelaTeatro.
Já no dia 31, haverá a apresentação da peça teatral "Os que vivem dentro de nós", realização dos grupos de estudo de Artes Cênicas do Projeto TelaTeatro, no Teatro Marcos Camarotti, localizado no SESC Santo Amaro, às 20:00h.
Veja a seguir as artes da divulgação eletrônica.




quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Stufana: o começo do final
Uma vez constatado que o Projeto não terá como produzir as gravações do episódio final de Stufana, os Grupos de Estudos decidiram partir para a produção do mesmo em formato semelhante ao utilizado nas radionovelas, utilizando apenas o áudio e efeitos. A idéia se conecta tanto com a base melodramática do trabalho quanto com os estudos acerca da criação de imagens através da dramaturgia e da interpretação. O roteiro será revisado em função desse novo formato, introduzindo a figura de um narrador e alterando os diálogos de modo a compensar a ausência de imagens e, ao mesmo tempo, manter a fluência das falas. A idéia é lançar o trabalho no início do próximo ano no Cinema da Fundação.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Retorno
A atriz Janaína Gomes retornou ao GETA, depois dos seis meses regulamentares pós-parto. A idéia, agora, é retomar as atividades de estudo da técnica usada na peça "Os que vivem dentro de nós", visando uma futura segunda temporada.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Trajetos míticos: conclusão
Dia 26 de setembro marcou a conclusão do ciclo de experimentos que focalizavam a relação entre antigas e novas mitologias, especialmente o conceito de mito pessoal. No contato com esses conteúdos, foram criados totens que representavam a conexão dos indivíduos com o supostamente intangível, bem como as possibilidades de lidar com esse material como referência de criação. Na conclusão dos trabalhos, que também marcou a despedida de vários dos membros dos dois grupos, os totens foram queimados após um mês avaliaçõe e de trabalhos em torno de temas associados à morte e renascimento. Kyara Muniz, que há mais de um ano não estava mais podendo participar das atividades dos grupos, oficializou sua partida. Ana Dulce Pacheco, Regina Medeiros, Ruy Aguiar e Sofia Abreu também se afastaram para dedicar-se a outros trabalhos e experiências. Adeus, galera! Ou melhor, até logo, afinal as conexões afetivas e possibilidades de futuros encontros e trabalhos conjuntos permanecem!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Os contadores de roteiro
Todos nós sempre temos uma história para contar. A contação de histórias é um veículo ao qual o ser humano se utiliza para transmitir seus conhecimentos, suas lendas, seus mitos. Sabemos que contar histórias é uma arte, mas e contar um roteiro para vídeo é?
Este é o desafio que os Grupos de Trabalho do Ator e de Dramaturgia estão enfrentando esse semestre na conclusão dos estudos sobre o gênero do melodrama e se engajam em vários desafios para concluir esse processo. Amanda Torres, Diego Albuck, Elton Rodrigues, Márcio Andrade, Onézia Lima e Ruy Aguiar sob a coordenação de Luiz Felipe Botelho compram o primeiro desafio:
C O M O F A Z E R U M R O T E I R O E M G R U P O?
Estudiosos do cinema afirmam que é quase, ou mesmo, impossível construir um roteiro em grupo, pois o roteirista necessitaria de um tempo sozinho para a maturação suas idéias. O Grupo de Dramaturgia paga esse preço e com encontros semanais de três horas no período de um ano e dois meses finalizam o último episódio da série Stufana. Essa criação faz parte da pesquisa sobre o melodrama, e teve como ponto de partida um universo temático centrado na idéia de uma suposta cidade de cristal, construída no cerrado brasileiro para investigar a saída para os problemas do planeta do terceiro milênio. Com a finalização do roteiro o grupo passa a próxima missão:
É P O S S Í V E L L E R U M R O T E I R O E M P Ú B L I C O ?
Este é um experimento novo para o Grupo do Trabalho do Ator, visto que nunca se ouviu falar de uma leitura dramatizada de um roteiro. O exercício proposto por Felipe Botelho, diretor da leitura, é misturar as linguagens, partindo da interpretação do ator com uma característica da forma épica do fazer teatral. Ana Carolina Miranda, Ana Dulce Pacheco, Eduardo Japiassu, Hermínia Mendes, Janaina Gomes, Regina Medeiros e Sofia Abreu, mais os convidados Arthur Canavarro, Cleyton Cabral, Mauro Monezi e Roberto Brandão embarcam nesse projeto promovido pelo Muda, intitulado Leia-se Terça!
A cada ensaio vamos descobrindo formas de se contar o roteiro, através de exercícios de visualização, de construção, de descrição e de pequenas encenações das imagens que se constroem a partir dos improvisos dos atores. Vale ressaltar, o quanto é difícil constituir um trabalho desse porte, a concentração nesse processo tem que ser a maior aliada do contador, assim afirma Gislayne Avelar, contadora que trabalhou com o diretor no curso Dramaturgia – na fronteira das linguagens, que dá origem aos grupos. A contadora explica que o grande segredo do contador está na perfeita assimilação daquilo que pretende contar. Assimilação, aqui, no sentido de apropriação. É esse o mote propulsor dos ensaios dirigidos por Botelho, pois ele crê que a apropriação da história se faz pela interiorização do ator e a partir desta o corpo naturalmente comunicará o roteiro, através de gestos, entonação de voz, ritmo entre outros fatores, nascem assim os primeiros contadores de roteiro.
Essa é a última semana que antecede a leitura e por isso estamos nos últimos ajustes para a concretização de mais um experimento desse grupo de estudos. Agraciados somos por poder compartilhar com o público nossas novas conquistas, e como diz Felipe Botelho essa apresentação deverá ser como uma grande ceia. Que assim seja!
Texto de Diego Albuck
domingo, 21 de agosto de 2011
Agosto pra TUDO
Em 2010 fizemos uma surpreendente caminhada até uma fronteira das linguagens. O tela-teatro colocou no ar STUFANA, websérie disponível no youtube, que conta a incrível história de uma cidade secreta com fins de pesquisa à respeito do comportamento humano e seus desdobramentos.
Depois de um intervalo de mais ou menos 1 ano, depois o espetáculo OS QUE VIVEM DENTRO DE NÓS, voltaremos a nos aventurar com STUFANA.
Como sempre indo até a fronteira! Estaremos no projeto “Leia-se terça!”, leremos o roteiro do último episódio de STUFANA. Por se tratar de um roteiro há alguns desafios… mas quem disse que ir até as fronteiras da arte é fácil?
Estão todos convidados:
Onde? Espaço MUDA
Quando? Dia 30 de Agosto
Hora? 20:00
Quanto? O que puder
Enquanto isso aqui está o link do primeiro episódio da primeira temporada de STUFANA:
[ http://www.youtube.com/watch?v=wBlciZLVgvQ ]
by Sofia Abreu
Depois de um intervalo de mais ou menos 1 ano, depois o espetáculo OS QUE VIVEM DENTRO DE NÓS, voltaremos a nos aventurar com STUFANA.
Como sempre indo até a fronteira! Estaremos no projeto “Leia-se terça!”, leremos o roteiro do último episódio de STUFANA. Por se tratar de um roteiro há alguns desafios… mas quem disse que ir até as fronteiras da arte é fácil?
Estão todos convidados:
Onde? Espaço MUDA
Quando? Dia 30 de Agosto
Hora? 20:00
Quanto? O que puder
Enquanto isso aqui está o link do primeiro episódio da primeira temporada de STUFANA:
[ http://www.youtube.com/watch?v=wBlciZLVgvQ ]
by Sofia Abreu
terça-feira, 10 de maio de 2011
Palco Giratório 2011
O espetáculo "Os que vivem dentro de nós" fará sua estréia dentro da programação do festival "Palco Giratório", importante evento anual promovido pelo Serviço Social do Comércio (SESC-PE), reunindo grupos e companhias locais e nacionais. Este ano as apresentações desse festival acontecerão ao longo de todo o mês de maio.
Com aproximadamente uma hora de duração, "Os que vivem dentro de nós" estreará na próxima sexta-feira (13/05) às 20h horas no estúdio da Massangana Multimídia (Fundação Joaquim Nabuco - Derby). No elenco: Ana Carolina Miranda, Ana Dulce Pacheco, Eduardo japiassu, Hermínia Mendes, Regina Medeiros e Sofia Abreu. Na dramaturgia: Amanda Torres, Diego Albuck, Elton Rodrigues, Luiz Felipe Botelho (que coordena os grupos e também dirige a peça), Márcio M. Andrade, Onézia Lima e Ruy Aguiar. A entrada é gratuita.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Contagem regressiva

Faltam dez dias para a estréia de Os que vivem dentro de nós, primeira montagem dos Grupos de Estudos do Projeto TelaTeatro que, seguindo o foco de sua trajetória de mais de dois anos, leva a público uma amostra do que vem trabalhando em temos de dramaturgia e do trabalho do ator. Os textos foram criados pelos próprios atores do GETA e revisados pelos dramaturgos do GED. O formato da peça é simples, reunindo histórias que transitam entre o real e o imaginário, nas quais não se sabe até onde vai o ator e começa o personagem e vice-versa. O trabalho privilegia a relação criação/texto/personagem/intérprete/platéia, associada a um diálogo com outros suportes que possam expandir os universos abordados nessas histórias, como blogs, vídeos, cartazes e postais. Em outras palavras: a peça é um momento dentro de um sistema que pode se expandir segundo a ação dos seus criadores - e aqui se incluem os espectadores.
sábado, 23 de abril de 2011
Sushi de Cena 5
E aqui está mais um Sushi de Cena para você. Desta vez é a atriz Janaína Gomes, então grávida de oito meses, representando uma amante que perdeu o anel de casamento em um motel. Contracenando com Janaína, a convidada especial da platéia, Valkíria Dias. Assista em versão normal na telinha logo abaixo. Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui. Saiba mais sobre os sushis de cena acessando o post Sushi de Cena 1.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Sushi de Cena 4
O sushi desta semana é da atriz Regina Medeiros, representando um personagem que decidiu fazer importante revelação a uma criança. Desta vez temos Amanda Torres, do Grupo de Estudos de Dramaturgia, como convidada da platéia contracenando silenciosamente com a atriz. Assista em versão normal na telinha logo abaixo. Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sushi de cena 3
Continuando a comemoração dos dois anos dos grupos de estudos, os sushis de cena retornam com novidades: convidados especiais contracenando com os atores e a opção de assistir os improvisos em versões legendadas. Desta vez é a atriz Ana Dulce Pacheco quem faz a cena, vivendo uma mulher que reencontra antigo amigo de infância. Assista em versão normal aqui mesmo (viu a telinha logo abaixo?). Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Dois anos dos GEs
Celebrando os dois anos dos grupos de estudos do Projeto TelaTeatro, a Massangana Multimídia produziu um vídeo de cinco minutos com momentos-chave da trajetória dos GEs de Dramaturgia e do Trabalho do Ator. Assista a seguir em baixa resolução ou clique aqui para assistir em HD.
terça-feira, 1 de março de 2011
GETA recebe GED
Encontro especial ontem do GETA (28/02/2011), último antes de mergulhar na montagem que pretendemos estrear em maio. Recebemos os dramaturgos para a leitura dos textos recriados por eles a partir do exercício "Confissões". Dramaturgos empenhados em lapidar os improvisos para virarem textos mais fluidos. Mas o desafio para eles é manter o frescor do jorro de emoção que rolou na criação dos atores. E assim foram criados 7 textos, “feitos” por 7 duplas (ator e dramaturgo). Conversamos, opinamos e registramos possíveis alterações nos textos. Foi uma mostra para nós mesmos do que está por vir.
Semana que vem será carnaval, último descanso antes da gestação do espetáculo “Os que vivem dentro de nós”. Até lá. Até já.
por Sofia Abreu
Semana que vem será carnaval, último descanso antes da gestação do espetáculo “Os que vivem dentro de nós”. Até lá. Até já.
por Sofia Abreu
Confissões - Hermínia
Após receber a incubência de aprimorar os improvisos realizados no Exercício do GETA - "Confissões" -, cada um de nós escolheu o texto que mais havia lhe tocado, de alguma forma. E, por se tratar de uma doente terminal que sofre diante da incerteza do tempo que lhe resta, o improviso de Hermínia havia me emocionado bastante pela condição da personagem lançada à própria sorte, precisando lidar não somente com circunstâncias que não podia controlar, mas também com as conseqüências de suas próprias escolhas.
Depois de reler várias vezes a transcrição do texto, percebi que, para me integrar melhor ao personagem, precisava sentir e compreender sua situação física e psicológica, ou seja, saber como um tumor no cérebro afeta a vida de uma pessoa. Descobri que essa doença atinge diversas áreas da mente, mas as duas possibilidades que mais me encantaram como estratégia de construção dramatúrgica foram a perda de memória e da capacidade de organização da linguagem. Então, procurei realizar dois trabalhos para conseguir esse resultado: primeiro, retirar elementos da história, abrindo lacunas na compreensão plena dos fatos que eram contados; e segundo, desorganizar um pouco a linguagem, quebrando a lógica de certos eventos e inserindo elipses por meio da escolha de palavras que se referissem a situações posteriores. A combinação destes dois foi extremamente útil na tentativa de proporcionar uma atmosfera de fluxo de consciência, imperfeito na sua capacidade de comunicar plenamente aquilo que a personagem deseja, como se sempre houvesse mais elementos perdidos na mente da protagonista.
Acredito que meu trabalho foi uma “desdramaturgia”, onde a retirada de elementos do texto e a desorganização da narrativa podiam se constituir como uma forma de realçar a confusão vivida pela personagem, de modo que o espectador, mergulhando abruptamente nesse universo inconsciente e perturbador, também se sentisse um pouco desnorteado. Como se a emoção do espectador surgisse não somente da história que ela conta, mas de um sentimento de impotência diante de uma pessoa que não consegue mais se comunicar integralmente nem consigo mesma, nem com o mundo. Mesmo que tudo o que ela tenha contado não seja real, mas uma invenção da sua mente, aquela era a única verdade que ela conseguia encontrar e acreditar naquele instante.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Geladeira em manutenção
Devido a problemas técnicos, hoje não teremos o Sushi de Cena. Como as ilhas de edição da Massangana Multimídia estão sobrecarregadas, não tivemos como converter os contraplanos dos sushis gravados em mini-DV no dia 21/02. Enfim, o peixe já foi comprado, mas não tivemos como conservá-lo e tratá-lo por aqui. Esperamos postar o Sushi desta semana até quarta-feira, sem falta.
Confissões - Alberes
Quando assisti à apresentação de Carol sobre a história daquela mulher totalmente maquiavélica e seu relacionamento com o "coitado" do Alberes, na hora deu vontade de ter feito o texto. Tudo na história me agradava, a personalidade dela, a de Alberes, o tom de comédia recheado de humor negro. Assim que Felipe nos disse que cada dramaturgo iria trabalhar uma das confissões, eu já sabia qual iria fazer.
E é interessante essa questão de identificação. Cada dramaturgo se identificou com uma personagem diferente e cada um aprofundou a experiência não ao seu modo, nem ao modo do ator, mas ao modo da personagem. Em todos os textos vemos saltar à nossa frente essa terceira pessoa, com a cara dos atores, mas com personalidade e palavras próprias.
Foi um exercício de visualização e interpretação. Ao mesmo tempo em que via Carol interpretando aquela mulher, deixei a personagem falar por meio de mim e busquei aprofundar a historia que nos fora apresentada, conhecer mais a forma de pensar daquela pessoa.
Só tenho a agradecer aos atores pelas historias fascinantes que nos apresentam e por nos mostrar como é possível se entregar e dar voz às personagens.
Clique aqui para ver um trecho do improviso de Ana Carolina sobre Alberes.
Clique aqui para ver um trecho do improviso de Ana Carolina sobre Alberes.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sushi de cena ao vivo.
Hoje tivemos nosso segundo encontro com o público na nossa sala azul. O exercício "Sushi de cena" ao vivo, foi incrível.
O "Sushi de cena" surgiu como um exercício fresquinho para nosso blog e ontem o público deu aquele molho shoyu que faltava. Objetividade, essa seria a palavra para resumir o dia de ontem. Para todos o exercício estava claro e, se não estava, a explicação de Felipe em poucos minutos já foi de bom tamanho. Concentramo-nos, demos uma pausa para respirar e fazer alguns exercícios.
A platéia chegou e com ela a segurança. Estávamos mais seguros e este inclusive foi o comentário de Ruy Aguiar um dos integrantes do GED. Sorteamos os números e criamos uma ordem de apresentação, contando desta vez com a presença do público. O ator escolhia a carta, Felipe dava a indicação de quem iríamos escolher da platéia (sexo e faixa etária), convidamos alguém da platéia e em seguida, nós atores nos preparávamos para cena encontrando nosso corpo neutro. Quando sentíamos que estávamos preparados, líamos a carta e, por fim, surgia o personagem que tinha naquele momento um ouvinte especial.
As cartas continham “o que dizer”, “a quem dizer” e em qual o contexto o personagem estava inserido.
Surgiram situações interessantíssimas graças ao GED, que contribuiu para a idealização das cartas. Logo após as apresentações, tivemos um bate papo gostoso com o público e um dos questionamentos interessantes foi sobre como sentíamos a diferença entre fazer o exercício sozinhos no palco e fazer com alguém da platéia diante de nós. A reflexão feita e unanime por parte dos atores foi a de que sozinhos poderíamos conduzir o jogo como queríamos, ficando voltados mais para dentro. Com a presença de um ouvinte especifico, que estava inserido na dinâmica, este fluxo mudava, já que ali havia uma troca de energia e por vezes o convidado reagia e interagia, como ocorreu mais especificamente comigo (Janaina) e com Dulce.
Enfim, noite especial, cheia de novidades e surpresas para nós atores e platéia.
Agora é hora de nos recolhermos um pouquinho, guardar a energia para nosso espetáculo que estréia em abril.
Então, até lá. E, enquanto isso, acompanhe a gente por aqui, pois tem sempre postagens "fresquinhas" toda semana.
Por: Janaina Gomes, Felipe Botelho e Sofia Abreu
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sushi de Cena 2
Assista agora no YouTube o Sushi de Cena número dois, "fugu especial", um improviso fresquinho com a atriz Sofia Abreu. Domingo que vem tem mais. E amanhã, ao vivo, gravação de Sushis de Cena aberta ao público no estúdio da MMP, na Fundação Joaquim Nabuco do Derby, às 19h30.
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