E aqui está mais um Sushi de Cena para você. Desta vez é a atriz Janaína Gomes, então grávida de oito meses, representando uma amante que perdeu o anel de casamento em um motel. Contracenando com Janaína, a convidada especial da platéia, Valkíria Dias. Assista em versão normal na telinha logo abaixo. Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui. Saiba mais sobre os sushis de cena acessando o post Sushi de Cena 1.
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Sushi de Cena 4
O sushi desta semana é da atriz Regina Medeiros, representando um personagem que decidiu fazer importante revelação a uma criança. Desta vez temos Amanda Torres, do Grupo de Estudos de Dramaturgia, como convidada da platéia contracenando silenciosamente com a atriz. Assista em versão normal na telinha logo abaixo. Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sushi de cena 3
Continuando a comemoração dos dois anos dos grupos de estudos, os sushis de cena retornam com novidades: convidados especiais contracenando com os atores e a opção de assistir os improvisos em versões legendadas. Desta vez é a atriz Ana Dulce Pacheco quem faz a cena, vivendo uma mulher que reencontra antigo amigo de infância. Assista em versão normal aqui mesmo (viu a telinha logo abaixo?). Para assistir com opção em alta definição (HD) e com legendas em português, clique aqui. A versão em HD com legendas em inglês pode ser vista clicando aqui.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Dois anos dos GEs
Celebrando os dois anos dos grupos de estudos do Projeto TelaTeatro, a Massangana Multimídia produziu um vídeo de cinco minutos com momentos-chave da trajetória dos GEs de Dramaturgia e do Trabalho do Ator. Assista a seguir em baixa resolução ou clique aqui para assistir em HD.
terça-feira, 1 de março de 2011
GETA recebe GED
Encontro especial ontem do GETA (28/02/2011), último antes de mergulhar na montagem que pretendemos estrear em maio. Recebemos os dramaturgos para a leitura dos textos recriados por eles a partir do exercício "Confissões". Dramaturgos empenhados em lapidar os improvisos para virarem textos mais fluidos. Mas o desafio para eles é manter o frescor do jorro de emoção que rolou na criação dos atores. E assim foram criados 7 textos, “feitos” por 7 duplas (ator e dramaturgo). Conversamos, opinamos e registramos possíveis alterações nos textos. Foi uma mostra para nós mesmos do que está por vir.
Semana que vem será carnaval, último descanso antes da gestação do espetáculo “Os que vivem dentro de nós”. Até lá. Até já.
por Sofia Abreu
Semana que vem será carnaval, último descanso antes da gestação do espetáculo “Os que vivem dentro de nós”. Até lá. Até já.
por Sofia Abreu
Confissões - Hermínia
Após receber a incubência de aprimorar os improvisos realizados no Exercício do GETA - "Confissões" -, cada um de nós escolheu o texto que mais havia lhe tocado, de alguma forma. E, por se tratar de uma doente terminal que sofre diante da incerteza do tempo que lhe resta, o improviso de Hermínia havia me emocionado bastante pela condição da personagem lançada à própria sorte, precisando lidar não somente com circunstâncias que não podia controlar, mas também com as conseqüências de suas próprias escolhas.
Depois de reler várias vezes a transcrição do texto, percebi que, para me integrar melhor ao personagem, precisava sentir e compreender sua situação física e psicológica, ou seja, saber como um tumor no cérebro afeta a vida de uma pessoa. Descobri que essa doença atinge diversas áreas da mente, mas as duas possibilidades que mais me encantaram como estratégia de construção dramatúrgica foram a perda de memória e da capacidade de organização da linguagem. Então, procurei realizar dois trabalhos para conseguir esse resultado: primeiro, retirar elementos da história, abrindo lacunas na compreensão plena dos fatos que eram contados; e segundo, desorganizar um pouco a linguagem, quebrando a lógica de certos eventos e inserindo elipses por meio da escolha de palavras que se referissem a situações posteriores. A combinação destes dois foi extremamente útil na tentativa de proporcionar uma atmosfera de fluxo de consciência, imperfeito na sua capacidade de comunicar plenamente aquilo que a personagem deseja, como se sempre houvesse mais elementos perdidos na mente da protagonista.
Acredito que meu trabalho foi uma “desdramaturgia”, onde a retirada de elementos do texto e a desorganização da narrativa podiam se constituir como uma forma de realçar a confusão vivida pela personagem, de modo que o espectador, mergulhando abruptamente nesse universo inconsciente e perturbador, também se sentisse um pouco desnorteado. Como se a emoção do espectador surgisse não somente da história que ela conta, mas de um sentimento de impotência diante de uma pessoa que não consegue mais se comunicar integralmente nem consigo mesma, nem com o mundo. Mesmo que tudo o que ela tenha contado não seja real, mas uma invenção da sua mente, aquela era a única verdade que ela conseguia encontrar e acreditar naquele instante.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Geladeira em manutenção
Devido a problemas técnicos, hoje não teremos o Sushi de Cena. Como as ilhas de edição da Massangana Multimídia estão sobrecarregadas, não tivemos como converter os contraplanos dos sushis gravados em mini-DV no dia 21/02. Enfim, o peixe já foi comprado, mas não tivemos como conservá-lo e tratá-lo por aqui. Esperamos postar o Sushi desta semana até quarta-feira, sem falta.
Confissões - Alberes
Quando assisti à apresentação de Carol sobre a história daquela mulher totalmente maquiavélica e seu relacionamento com o "coitado" do Alberes, na hora deu vontade de ter feito o texto. Tudo na história me agradava, a personalidade dela, a de Alberes, o tom de comédia recheado de humor negro. Assim que Felipe nos disse que cada dramaturgo iria trabalhar uma das confissões, eu já sabia qual iria fazer.
E é interessante essa questão de identificação. Cada dramaturgo se identificou com uma personagem diferente e cada um aprofundou a experiência não ao seu modo, nem ao modo do ator, mas ao modo da personagem. Em todos os textos vemos saltar à nossa frente essa terceira pessoa, com a cara dos atores, mas com personalidade e palavras próprias.
Foi um exercício de visualização e interpretação. Ao mesmo tempo em que via Carol interpretando aquela mulher, deixei a personagem falar por meio de mim e busquei aprofundar a historia que nos fora apresentada, conhecer mais a forma de pensar daquela pessoa.
Só tenho a agradecer aos atores pelas historias fascinantes que nos apresentam e por nos mostrar como é possível se entregar e dar voz às personagens.
Clique aqui para ver um trecho do improviso de Ana Carolina sobre Alberes.
Clique aqui para ver um trecho do improviso de Ana Carolina sobre Alberes.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sushi de cena ao vivo.
Hoje tivemos nosso segundo encontro com o público na nossa sala azul. O exercício "Sushi de cena" ao vivo, foi incrível.
O "Sushi de cena" surgiu como um exercício fresquinho para nosso blog e ontem o público deu aquele molho shoyu que faltava. Objetividade, essa seria a palavra para resumir o dia de ontem. Para todos o exercício estava claro e, se não estava, a explicação de Felipe em poucos minutos já foi de bom tamanho. Concentramo-nos, demos uma pausa para respirar e fazer alguns exercícios.
A platéia chegou e com ela a segurança. Estávamos mais seguros e este inclusive foi o comentário de Ruy Aguiar um dos integrantes do GED. Sorteamos os números e criamos uma ordem de apresentação, contando desta vez com a presença do público. O ator escolhia a carta, Felipe dava a indicação de quem iríamos escolher da platéia (sexo e faixa etária), convidamos alguém da platéia e em seguida, nós atores nos preparávamos para cena encontrando nosso corpo neutro. Quando sentíamos que estávamos preparados, líamos a carta e, por fim, surgia o personagem que tinha naquele momento um ouvinte especial.
As cartas continham “o que dizer”, “a quem dizer” e em qual o contexto o personagem estava inserido.
Surgiram situações interessantíssimas graças ao GED, que contribuiu para a idealização das cartas. Logo após as apresentações, tivemos um bate papo gostoso com o público e um dos questionamentos interessantes foi sobre como sentíamos a diferença entre fazer o exercício sozinhos no palco e fazer com alguém da platéia diante de nós. A reflexão feita e unanime por parte dos atores foi a de que sozinhos poderíamos conduzir o jogo como queríamos, ficando voltados mais para dentro. Com a presença de um ouvinte especifico, que estava inserido na dinâmica, este fluxo mudava, já que ali havia uma troca de energia e por vezes o convidado reagia e interagia, como ocorreu mais especificamente comigo (Janaina) e com Dulce.
Enfim, noite especial, cheia de novidades e surpresas para nós atores e platéia.
Agora é hora de nos recolhermos um pouquinho, guardar a energia para nosso espetáculo que estréia em abril.
Então, até lá. E, enquanto isso, acompanhe a gente por aqui, pois tem sempre postagens "fresquinhas" toda semana.
Por: Janaina Gomes, Felipe Botelho e Sofia Abreu
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sushi de Cena 2
Assista agora no YouTube o Sushi de Cena número dois, "fugu especial", um improviso fresquinho com a atriz Sofia Abreu. Domingo que vem tem mais. E amanhã, ao vivo, gravação de Sushis de Cena aberta ao público no estúdio da MMP, na Fundação Joaquim Nabuco do Derby, às 19h30.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Gravando o sushi
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Kyara e o paradoxo da presença na ausência
A arte-educadora, bonequeira e diretora teatral Kyara Muniz participou do nascimento desse trabalho com os Grupos de Estudos e, por razões que fugiam à vontade dela, há quase um ano teve que se afastar dos GEs. Mas o afastamento foi só físico, pois nunca deixou de acompanhar cada passo do que se fez e se faz. Hoje ela mandou noticias que merecem ser postadas aqui. Segue a íntegra da mensagem dela:
Me emociona e deixa-me intensamente feliz saber e ver o momento em que estamos. A retomada com o exercício público (a exemplo do sushi de Hermínia Mendes) mostra uma maturidade e crescimento no trabalho e em cada um que faz parte deste grupo. É incrível ve-los hoje e lembrar de outros momentos anteriores onde predominava medo, incerteza, fragilidade, angústias. Não que algum desses elementos não possam ainda existir, mas não impulsionam o "não fazer" ou o "não conseguir".
Vejo tudo tão dinâmico e consistente desde sempre, percebo coesão, partilha, encontro, segurança. A nossa jornada é muito bela e, nesses grupos em especial, o alimento que todos partilham traz mais luz aos corações.
por Kyara Muniz, um corpo ausente numa alma presente
Me emociona e deixa-me intensamente feliz saber e ver o momento em que estamos. A retomada com o exercício público (a exemplo do sushi de Hermínia Mendes) mostra uma maturidade e crescimento no trabalho e em cada um que faz parte deste grupo. É incrível ve-los hoje e lembrar de outros momentos anteriores onde predominava medo, incerteza, fragilidade, angústias. Não que algum desses elementos não possam ainda existir, mas não impulsionam o "não fazer" ou o "não conseguir".
Vejo tudo tão dinâmico e consistente desde sempre, percebo coesão, partilha, encontro, segurança. A nossa jornada é muito bela e, nesses grupos em especial, o alimento que todos partilham traz mais luz aos corações.
por Kyara Muniz, um corpo ausente numa alma presente
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Sushi de Cena 1
No video postado logo abaixo, a atriz Hermínia Mendes interpreta uma jovem que faz surpreendente revelação para o melhor amigo. Isto é o que acontece neste primeiro "Sushi de Cena", série de improvisos realizados tanto durante os encontros do GETA quanto em apresentações abertas ao público no estúdio da Fundação Joaquim Nabuco (Derby - Recife - PE). O título "Sushi de Cena" vem da idéia de se apresentar algo tão cru e fresco quanto a iguaria nipônica. O que você verá é o resultado de um exercício no qual os atores interpretam um personagem a partir do estímulo de três focos contidos em cartas escolhidas aleatóriamente, sem ensaio, sem nada. Os focos são: o que dizer, a quem dizer e em que contexto dizer. Com ou sem edição e usando recursos muito simples de iluminação e captação de áudio, o registro em vídeo entra na mesma vibe de lidar com a improvisação e os desafios do momento. Um novo sushi será servido a cada domingo, sempre a partir das 19h, sempre com novos ingredientes: drama, comédia, mistério, suspense, terror, nonsense e muito mais. Este primeiro sushi também está disponível em HD no YouTube. Clique aqui para acessar.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Som e Sushi
Ontem (07/02/2011) nosso trabalho na sala azul foi focado na voz e suas infinitas possibilidades. Brincar sério com essa saída de ar não é pura magia. E sim controle e desvendamento do aparelho fonador. E tanta coisa é possível… ritmo, tons, timbres,como uma música onde intervalos e sons se alternam na composição. Ontem, Ana Dulce Pacheco falou: “Vimos o som.”
Ainda há muito o que ver e daremos continuidade a isso segunda que vem.
Mas antes do encontro preparamos algo especial para a sala azul virtual. PREPARE O HASHI E O MOLHO SHOYU!!!
Domingo começaremos a postar o “Sushi de Cena- um improviso cruzinho pra mim e pra você”.
Mas como ele é preparado? Nós, atores, recebemos uma cartinha surpresa e a partir do que ela propõe teremos que dar vida a um momento CRUcial de um personagem. Nela consta O QUE esse personagem está prestes a falar, A QUEM ele vai dizer isso e em que CONTEXTO esta cena vai acontecer.
Pronto. Depois de lida a carta, só nos resta olhar pra câmera e gravar.
Assim mesmo, no cru.
Esse é um tipo de trabalho no qual estamos nos exercitando há algumas semanas. Concentração, foco, improviso e fluxo de energia não podem faltar. É um desafio para o ator, mas o personagem quer falar e vocês poderão ouvi-lo.
Sushi de Cena. Às 19:00 horas no domingo.
por: Janaina Gomes, Luiz Felipe Botelho e Sofia Abreu.
Ainda há muito o que ver e daremos continuidade a isso segunda que vem.
Mas antes do encontro preparamos algo especial para a sala azul virtual. PREPARE O HASHI E O MOLHO SHOYU!!!
Domingo começaremos a postar o “Sushi de Cena- um improviso cruzinho pra mim e pra você”.
Mas como ele é preparado? Nós, atores, recebemos uma cartinha surpresa e a partir do que ela propõe teremos que dar vida a um momento CRUcial de um personagem. Nela consta O QUE esse personagem está prestes a falar, A QUEM ele vai dizer isso e em que CONTEXTO esta cena vai acontecer.
Pronto. Depois de lida a carta, só nos resta olhar pra câmera e gravar.
Assim mesmo, no cru.
Esse é um tipo de trabalho no qual estamos nos exercitando há algumas semanas. Concentração, foco, improviso e fluxo de energia não podem faltar. É um desafio para o ator, mas o personagem quer falar e vocês poderão ouvi-lo.
Sushi de Cena. Às 19:00 horas no domingo.
por: Janaina Gomes, Luiz Felipe Botelho e Sofia Abreu.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O retorno da sala azul virtual
Bem-vindos a nossa sala azul virtual. Neste ano de 2011 o Projeto TelaTeatro está abrindo suas portas para ficar mais íntimo do mundão. Semana passada, segunda-feira dia 24, tivemos nosso primeiro encontro cara-a-cara com o público nesse ano. Recebemos gente amiga para degustar do nosso aperitivo denominado “Confissões”. Foi ótimo.
Voltamos ao casulo para trabalhar em novos desafios ontem. O GETA (Grupo de Estudos do Trabalho do Ator) se jogou em mais uma proposta de Felipe Botelho. Sala dividida em duas equipes, éramos três a três em um só personagem. Modelamos o corpo como criança que brinca com a massinha de modelar na hora do recreio. Éramos crianças com a responsabilidade de apenas estar presente no presente e foi a partir de estímulos “simples”, que serviram de base como: nome, idade, etnia e característica física mais forte que construimos duas personalidades ótimas de se trabalhar.
A Kátia Vartuí e o Felipe, criaturas lindas que surgiram e foram ganhando cada vez mais forma e conteúdo através de uma entrevista elaborada por cada equipe para saber um pouco mais sobre a intimidade dos personagens. Notamos a particularidade e o eixo da Kátia com sua serenidade necessária e do Felipe com o seu descaramento peculiar que lhe davam uma simpatia incrível.
Como diria Sofia Abreu, uma das participantes do grupo, é como se estivéssemos em um rio deixando com que a correnteza nos levasse, caso batesse o medo ou a angustia, sabíamos que estavam todos na margem desse rio estendendo a mão para que o navegante retomasse a terra firme.
Os diagramas a seguir mostram os pontos de tensão de cada personagem que desenvolvemos ontem: Kátia e Felipe. Aqui vai uma amostra de como as tensões no corpo podem virar a fonte para o personagem surgir e como corpos de atores diferentes reagem ao mesmo estímulo.
Qual o diagrama de Kátia? e o de Felipe?
Voltamos ao casulo para trabalhar em novos desafios ontem. O GETA (Grupo de Estudos do Trabalho do Ator) se jogou em mais uma proposta de Felipe Botelho. Sala dividida em duas equipes, éramos três a três em um só personagem. Modelamos o corpo como criança que brinca com a massinha de modelar na hora do recreio. Éramos crianças com a responsabilidade de apenas estar presente no presente e foi a partir de estímulos “simples”, que serviram de base como: nome, idade, etnia e característica física mais forte que construimos duas personalidades ótimas de se trabalhar.
A Kátia Vartuí e o Felipe, criaturas lindas que surgiram e foram ganhando cada vez mais forma e conteúdo através de uma entrevista elaborada por cada equipe para saber um pouco mais sobre a intimidade dos personagens. Notamos a particularidade e o eixo da Kátia com sua serenidade necessária e do Felipe com o seu descaramento peculiar que lhe davam uma simpatia incrível.
Como diria Sofia Abreu, uma das participantes do grupo, é como se estivéssemos em um rio deixando com que a correnteza nos levasse, caso batesse o medo ou a angustia, sabíamos que estavam todos na margem desse rio estendendo a mão para que o navegante retomasse a terra firme.
Os diagramas a seguir mostram os pontos de tensão de cada personagem que desenvolvemos ontem: Kátia e Felipe. Aqui vai uma amostra de como as tensões no corpo podem virar a fonte para o personagem surgir e como corpos de atores diferentes reagem ao mesmo estímulo.
Qual o diagrama de Kátia? e o de Felipe?
É isso, nosso foco é a criação, sempre. Ela é exercício. Estamos praticando e você aí de fora? Semana que vem teremos novidades por aqui. Aguardem!!!!
Por: Janaina Gomes e Sofia Abreu
Por: Janaina Gomes e Sofia Abreu
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Confissões!
Hoje realizaremos o exercício de improviso aberto ao público intitulado “Confissões”. Esse trabalho é, ao mesmo tempo, uma apresentação de "work in progress" e um recorte no processo de experimentação do Grupo de Estudos do Trabalho do Ator (GETA). É um "trabalho em processo" porque está focado na geração de subsídios específicos para a fase seguinte das atividades do grupo, que é a criação de um espetáculo a partir da própria cara dos grupos. É um recorte, pois havia uma necessidade interna de criar a oportunidade de contato com o público neste momento. A dinâmica de "Confissões" é simples. Cada ator criará uma situação com dois focos principais para a improvisação que ele mesmo fará, abrangendo: (a) algo que o personagem sente extrema necessidade de confessar; (b) para quem está sendo feita aquela confissão. "Confissões" abrirá o ciclo de atividades abertas ao público do Projeto TelaTeatro no ano de 2011, com início previsto para 19h30 no estúdio da Massangana Multimídia (MMP), na Fundaj do Derby (Rua Henrique Dias 609, Térreo).
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Conheça o Projeto TelaTeatro
Assista agora o vídeo que resume em quatro minutos o que é o Projeto TelaTeatro e suas principais atividades. Se preferir assistir numa versão com melhor resolução no YouTube, é só clicar aqui .
terça-feira, 9 de março de 2010
Marana e Cora - Relatório - Dia 3
A busca da cena perfeita
Este é o título perfeito para abrir o meu último relatório sobre o episódio de Marana/ Cora Coralina. Como uma lagarta Marana vai tecendo a sua história que se concretiza na transformação da borboleta/mariposa Cora Coralina. Antes de começar as gravações já ganhamos a boa notícia de que o problema de Samanta Reis estava resolvido, isso causou alívio para ela e uma imensa alegria para a gente. Devido a graves problemas de produção o plano “B”, o qual chamarei de ‘Blackout (B.S)’, foi posto em prática. O então ‘Severino’ Diego Albuck assistente de produção/direção, dramaturgo, fotógrafo, realizava mais uma função: a de ator. Ressalvo aqui que ele já se preparava para isto, porque no primeiro dia de gravação ele, Felipe e Samanta praticamente mendigaram numa papelaria para arranjar sacos plásticos. Os funcionários se negavam a doar, fornecer ou mesmo vender as sacolas. O então ‘cara-de-pau’ Diego ficava pedindo aos clientes da loja para contribuir, isso foi com toda a certeza um belo laboratório para a construção de sua personagem. O mendigo era um papel que substituiria alguns personagens que estavam no roteiro.
As gravações começaram nas ruas transversais na FUNDAJ onde Marana deixava sua mala e encontrava livros em que um deles era a da poetisa Cora Coralina. Tamanha é a expressão de Samanta Reis que com muita avidez dava outro tom e assim Cora Coralina ganhava novos ares. Após essa cena veio à cena do mendigo, o então inexperiente em película Diego Albuck totalmente caracterizado não se opôs a fuçar o lixo e a encontrar a misteriosa mala de Cora. Com um personagem popularesco, o mendigo (Diego Albuck) causava estranheza nos curiosos que assistiam as gravações atenciosamente tanto que o nome real do ator ganhou ‘evidência’ no público. Um fato curioso foi um senhor que o chamou pelo nome e queria saber se a cena era algum trabalho da poderosa Rede Globo, mas quando soube que era um projeto feito por alunos, se entristeceu pelo fato do ator estar na rua descalço e trajado de mendigo e ficou pasmo quando soube que o intérprete não ganhava nenhum cachê para isso. Mediante a tanta feiúra, a boniteza de Samanta causava outro tipo de curiosidade, tanto que a atriz descolou um paquera de São Paulo que a observava da cabeça aos pés.
Outras cenas foram gravadas na casa de Felipe, na loja de 1,99 (lugar cleytiano de ser) que causava grande vergonha a Samanta que se intimidava em sair da frente da loja e alguém a repreender, era lindo de ver a grande mistura de alegria e vergonha alargada no belo sorriso da atriz.
Também se gravou numa praça, onde Samanta, com outra postura, representava e dava vida a Cora Coralina. As gravações agradaram unanimemente a todos os presentes que ficaram extasiados com a contribuição dos três para a fruição do processo.
Felipe não teve problemas com os atores nesse episódio. Afirmo isso porque Felipe, além de atores, contava com futuros diretores e críticos em cena, pois Samanta e Diego não se intimidavam e mesmo o diretor dando seu aval de cena gravada, eles pediam para repetir mais e mais vezes, tudo isso numa incansável “busca da cena perfeita”. Felipe adorava esse gesto e prontamente ligava a câmera e regravava.
Com um enorme e caloroso abraço Diego, Felipe e Samanta encerraram as gravações de mais um episódio. Quero agradecer a presença da atriz Thaianne Cavalcanti que nos visitou na FUNDAJ durante as gravações. Nos deu um imenso prazer contar com sua doce e meiga presença, enchendo os nossos corações de muito amor e carinho para continuarmos o trabalho. Aqui escrevo palavras ditas pela atriz: ‘Foi tuuuuudooooooo!!!’.
As gravações serviram de lição para todos que compuseram esse episódio. Responsabilidade e Compromisso são palavras que precisam ser revistas e mais contempladas no dicionário de cada um. Foi muito bom que tudo acabou bem. Espero que isso tenha servido de lição não só para os componentes, mas para os outros autores e atores dos episódios de Khassim e Latika e o de Céu e Ávana que estão por vir. Agora estamos na agulha para a gravação de mais um episódio, esse um pouquinho complexo, mas com ares de Oscar kkkkkkkk. Aguardem!! O episódio de Céu e Ávana, usando uma expressão de Felipe, é babaaado.
Obs: Meus amados dramaturgos e atores, esse foi um relatório muito estranho. Imagina que loucura falar de mim em terceira pessoa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
‘Severino’ Opss... I did it again
Texto de Diego Albuck
Integrante do GED e assistente de direção/produção
O episódio de Marana e Cora é de autoria de Cleyton Cabral e Márcio M. Andrade, com a atriz Samantha Reis (Marana). Atriz convidada: Socorro Raposo (Senhoria). Participação especial: Diego Albuck (Homem da mala).
segunda-feira, 8 de março de 2010
Marana e Cora - Relatório - Dia 2
‘Qual a pessoa que não tem problemas?’ É a pergunta ideal para começarmos a falar desse episódio. Mediante aos vários problemas tantos internos por parte de produções e externos por problemas pessoais da atriz, tudo isso contribuiu para um começo meio turbulento no dia de hoje. Felipe chega com uma cara de cansaço que expressava toda uma sucessão e saturação de fatores que contribuíram para toda sua tristeza. Mas, se tratando de Felipe Botelho isso durou por alguns segundos e logo se via um enorme sorriso em seu rosto, sinalizando que iríamos começar as gravações.
Antes de partir, arrumamos os saquinhos brancos com cocôs cinematográficos enlaçados com fita verde, a lixeira de fezes, a mala e todos os objetos que iria se precisar para a cena. Então fomos logo para a Kombi de Sr. Ricardo e nos dirigimos direto para a Caxangá, lugar alternativo para as gravações, por conta da falta de autorização da PE-15. Quanto às gravações posso dizer que foi a mais calma até agora em todo o processo de Stufana, graças a Sr. Jorge, D. Maria José e D. Tânia que abriram a sua casa para Felipe lá do alto da varanda poder gravar Cora Coralina andando pela avenida. A atriz ‘caxias’ não se intimidava em falar sobre suas impressões sobre as cenas e antes que Felipe pedisse para repetir, ela mesmo já solicitava a repetição da cena.
Hoje também foi gravada a cena da descida de Cora do ônibus, essa cena chamou a atenção de curiosos nos coletivos e também nos arredores da gravação. Por problemas pessoais de Samanta Reis as gravações foram feitas a tarde e por conta da falta de iluminação, tiveram que ficar 12 seqüências para amanhã de manhã. Ao conversamos no final da tarde, notávamos que o episódio de Marana era muito rico em detalhes e imagens, demonstrando uma inteira comunicação com a linguagem cinematográfica. Quero parabenizar aos dramaturgos pela criatividade e pela garra que vêm demonstrando no decorrer desse árduo processo. Contudo, podem apostar que a construção das cenas está ganhando vida e se pode ver a semente implantada por todos vocês sendo regada lindamente por Felipe e Samanta e florescendo para dar frutos no dia da exibição da minissérie.
Texto de Diego Albuck
Integrante do GED e assistente de direção/produção
O episódio de Marana e Cora é de autoria de Cleyton Cabral e Márcio M. Andrade, com a atriz Samantha Reis (Marana). Atriz convidada: Socorro Raposo (Senhoria). Participação especial: Diego Albuck (Homem da mala).
Antes de partir, arrumamos os saquinhos brancos com cocôs cinematográficos enlaçados com fita verde, a lixeira de fezes, a mala e todos os objetos que iria se precisar para a cena. Então fomos logo para a Kombi de Sr. Ricardo e nos dirigimos direto para a Caxangá, lugar alternativo para as gravações, por conta da falta de autorização da PE-15. Quanto às gravações posso dizer que foi a mais calma até agora em todo o processo de Stufana, graças a Sr. Jorge, D. Maria José e D. Tânia que abriram a sua casa para Felipe lá do alto da varanda poder gravar Cora Coralina andando pela avenida. A atriz ‘caxias’ não se intimidava em falar sobre suas impressões sobre as cenas e antes que Felipe pedisse para repetir, ela mesmo já solicitava a repetição da cena.
Hoje também foi gravada a cena da descida de Cora do ônibus, essa cena chamou a atenção de curiosos nos coletivos e também nos arredores da gravação. Por problemas pessoais de Samanta Reis as gravações foram feitas a tarde e por conta da falta de iluminação, tiveram que ficar 12 seqüências para amanhã de manhã. Ao conversamos no final da tarde, notávamos que o episódio de Marana era muito rico em detalhes e imagens, demonstrando uma inteira comunicação com a linguagem cinematográfica. Quero parabenizar aos dramaturgos pela criatividade e pela garra que vêm demonstrando no decorrer desse árduo processo. Contudo, podem apostar que a construção das cenas está ganhando vida e se pode ver a semente implantada por todos vocês sendo regada lindamente por Felipe e Samanta e florescendo para dar frutos no dia da exibição da minissérie.
Texto de Diego Albuck
Integrante do GED e assistente de direção/produção
O episódio de Marana e Cora é de autoria de Cleyton Cabral e Márcio M. Andrade, com a atriz Samantha Reis (Marana). Atriz convidada: Socorro Raposo (Senhoria). Participação especial: Diego Albuck (Homem da mala).
domingo, 7 de março de 2010
Novas postagens
Voltamos hoje com mais uma série de postagens, depois de quase dois meses de silencio forçado (nossa equipe blogueira é mínima e a trabalheira está intensa, devido à aproximação do lançamento da minissérie). Mas, vamos lá! Começaremos as postagens com a retomada dos registros dos episódios. Logo a seguir você já lê o primeiro dos dois relatórios de Diego Albuck sobre as gravações do episódio III (Marana e Cora). Amanhã, a partir do meio dia, tem o segundo. Na sequência da semana, sempre no mesmo horário, sairão postagens com comentários e fotos das gravações do episódio V, sobre Latika e Khassim, gravado nas dependências do Instituto de Olhos do Recife (IOR).
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